ATENÇÃO: Você que participou do COQUETEL/PROGRAMA no Centro Cultural São Paulo, coordenado pelo Coletivo Bruto, é convidado a responder a questão acima.
HABITAÇÃO BRUTA NO CENTRO CULTURAL SÃO PAULO
Depois de apresentar Guerra Cega Simplex por quatro capitais brasileiras (Rio de Janeiro, Natal, Fortaleza e Belo Horizonte), onde pudemos trocar experiências com outros grupos e desdobrar nossa próxima pesquisa e de participar do FIT - Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, o Coletivo Bruto inicia, a convite do Centro Cultural São Paulo, sua nova ocupação como parte do Projeto Zona de Risco 2010 - Derivas. A Habitação Bruta, pesquisa de três meses no Espaço Cênico Ademar Guerra se estende a todo o Centro Cultural num processo que se constitui e se desenvolve a partir de uma série de atividades-programa que envolvem o espaço do CCSP e as relações humanas que nele se estabelecem.
Durante o mês de setembro, estaremos em desenvolvimento de propostas criadas a partir de observações/relações em todos os espaços do CCCSP.
No mês de outubro, além de experiências cênicas e programas performáticos, conduziremos o Ei! Encontros de Improvisação, aberto à participação do público.
Dia 06/10 – SEU PRÓPRIO: me-suportar-suportar-o-outro- suportar-o-espaço-dele- suportar –meu- espaço-viver- junto –viver- consigo.
Dia 13/10 – Como ser egoísta em sociedade?
Dia 20/10 – Deserção e Confinamento
Dia 27/10- Deriva
Entrada Franca
HABITAÇÃO BRUTA/ZONA DE RISCO -DERIVA
O Coletivo Bruto habita o Centro Cultural São Paulo nos meses de setembro, outubro e novembro de 2010. Essa Habitação Bruta parte da sala Ademar Guerra (esconderijo, aparelho, célula, sala de estar, residência) para os outros espaços do Centro Cultural (biblioteca, passagens, áreas de convivência, áreas técnicas, discoteca, área expositiva etc.) a fim de criar um fluxo/diálogo poético.
Durante este período, ocorrerão ações de observação das dinâmicas do espaço, com seus freqüentadores, acervos e funcionários. Serão criados programas performativos e intervenções que reajam a estas dinâmicas e criem uma dramaturgia, refletindo a relação porão/CCSP – CCSP/cidade de São Paulo. O Centro Cultural São Paulo pode ser entendido como metáfora da cidade?
As ferramentas teóricas usadas para as ações de observação crítica e criação são a idéia de deriva - percepção-concepção do espaço urbano como espaço a reconhecer pela experiência direta - e os princípios do programa- ações performativas calculadas que des-programam organismo e meio. As linguagens artísticas utilizadas nesta criação serão resultantes das necessidades formais do material, podendo aliar filosofia, dança, vídeo, teatro e artes visuais.
HIPÓTESES
• O Centro Cultural São Paulo é uma metáfora da cidade
• O egoísmo é necessário a sobrevivência
• A suspensão pode ser uma ação crítica as situações de bloqueio dos fluxos
espaço/temporais, do regime violento e invisível da velocidade tecnológica e do controle.
POR
COLETIVO BRUTO
O Coletivo Bruto é um coletivo de artistas que se dedica à criação de matérias poéticas em diálogo com demandas contemporâneas, utilizando certa perversidade de imagens e discursos. A revelação das esteriotipias e dos fetiches nas aglomerações urbanas, os entraves da representação, assim como a perseguição de um entendimento mais amplo das dinâmicas que sustentam a vida coletiva e a sobrevivência, têm sido matérias bastante caras às nossas pesquisas.
Brutos: Luiz Henrique Lopes, Maria Tendlau, Mariana Sucupira, Paulo Barcellos, Wilson Julião
Provocação Dramatúrgica: Cássio Santiago e Elisa Band
Coordenação de Produção: Wilson Julião
Produção Executiva: Palipalan Arte e Cultura
Coordenação Técnica: Paulo Barcellos
Blogger: Hugo Perucci
Realização: Coletivo Bruto e Cooperativa Paulista de Teatro.
Guerra Cega Simplex, Feche os Olhos e Voe ou Guerra Malvada
Primeiro trabalho do Coletivo Bruto, produzido através do Edital PROAC/ 2007 da Secretaria de Estado da Cultura e indicada a três prêmios da Cooperativa Paulista de Teatro: melhor direção (Maria Tendlau), melhor ocupação não convencional e grupo revelação.
A peça estreiou no ano de 2008 em temporada pelo interior do estado de São Paulo e capital. Em 2009 a peça volta em cartaz no TUSP, dentro do projeto de residência GUERRA TOTAL OU A PERDER DE VISTA. Em 2010, o Coletivo Bruto recebeu o Prêmio Myriam Muniz, realizando a circulação de Guerra Cega no Rio de Janeiro, Natal, Fortaleza, Belo Horizonte e São Paulo. Ainda em 2010, a peça foi apresentada no FIT-Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto.
Sinopse
Num emaranhado de narrativas somos engolfados pela metáfora de cegueira e da guerra. Feche os olhos e voe, propõe o autor. Assim a cegueira se divide entre a inviabilidade do conhecimento, imposto pela lógica de mercado, e a possibilidade de uma fantasia libertária nas novas representações sensíveis.
Num emaranhado de narrativas somos engolfados pela metáfora de cegueira e da guerra. Feche os olhos e voe, propõe o autor. Assim a cegueira se divide entre a inviabilidade do conhecimento, imposto pela lógica de mercado, e a possibilidade de uma fantasia libertária nas novas representações sensíveis.
Usando como base a fábula alemã ‘Simplicissimus Simples, O Aventuroso’ de Hans Jakob Christoffel von Grimmelshausen, narrativa sobre a guerra dos trinta anos contada pela perspectiva de um soldado ordinário, Fritz Kater*, estabelece uma poética ácida repleta de referências que nos induzem a questionar o estado de guerra como um estado de equilíbrio para a ordem mundial.
Ficha Técnica:
Dramaturgia: Fritz Kater (Armin Petras) e Pernille Sonne
Tradução: Christine Röhrig
Direção artística: Maria Tendlau
Elenco: Luiz Henrique Lopes, Mariana Sucupira, Paulo Barcellos, Raissa Gregori e Wilson Julião
Cenário e figurinos: Cris Cortilio
Vídeo arte: Pedro Palhares
Sonoplastia: Coletivo Bruto
Produção Executiva: Coletivo Bruto
Projeto de Luz: Paulo Barcellos
Fotos: Grãoimagem
Foto cartaz: gUi Mohallem
Programação visual: Pedro Penafiel
Operação de Luz: Nilson Castor
Operação de Som: Marcos Cruz
Música Original “Now Please Pay”: Alexandre Dal Farra
Veja também:
Crítica Nelson de Sá: http://cacilda.folha.blog.uol.com.br/arch2009-05-10_2009-05-16.html#2009_05-11_16_14_47-2732708-0
Teasers no You Tube:
Crítica Nelson de Sá: http://cacilda.folha.blog.uol.com.br/arch2009-05-10_2009-05-16.html#2009_05-11_16_14_47-2732708-0
Teasers no You Tube:
Circulação 2010 - Prêmio de Teatro Myriam Muniz

O Coletivo Bruto apresenta "Guerra Cega Simplex Feche os Olhos e Voe ou Guerra Malvada" por 4 capitais brasileiras, contemplado pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz. Em cada cidade o Coletivo realizará trocas de experiências com grupos de teatro como parte de sua nova pesquisa e desdobramentos de "Guerra Cega". No Rio de Janeiro, em parceria com o Armazém Companhia de Teatro, trocaremos com o grupo Os Dezequilibrados. Em Natal, a parceria se estabelece com o grupo Clowns de Shakespeare; em Fortaleza, com o grupo Bagaceira de Teatro; em Belo Horizonte, a troca acontece no Galpão Cine Horto com o Quatro com Palito.
Entendemos que esses encontros ampliam e desenvolvem nossa rede de intersecções com diferentes formas de criação coletiva e linguagens.
Programação Rio de Janeiro
Apresentações 26, 27 e 28 de fevereiro
20 horas
Fundição Progresso/Espaço Armazém
Rua dos Arcos, 24
Programação paralela
Aula Aberta "A Tragédia - O Capital" / 1º de março às 19:00 (gratuito)
Fundição Progresso/Espaço Armazém
O Professor de Filosofia Luiz Henrique Lopes (Livre Docente da FFLCH-USP), integrante do Coletivo, conduzirá uma conversa com o público a partir de uma provocação:
"Na tragédia grega, assim como na sociedade capitalista, os agentes praticam atos cujo sentido real não é apenas diferente do sentido que têm para ele, mas frequentemente lhe é oposto. Essa relação ilusória do agente com seus atos não é acidental, pois é por meio dela que se realizam os propósitos das forças sobre-humanas que movimentam as vidas individuais. Numa tal situação, como exigir do indivíduo que assuma a responsabilidade por seus atos?"
Natal/ Barracão Clowns - 25, 26 e 27 de junho
Fortaleza/Theatro José de Alencar - 01, 02 e 03 de julho
Belo Horizonte/ Galpão Cine Horto - 16, 17 e 18 de julho
Veja o clipe e fotos bruto
Fortaleza/Theatro José de Alencar - 01, 02 e 03 de julho
Belo Horizonte/ Galpão Cine Horto - 16, 17 e 18 de julho
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